Radiologia intervencionista: tratamentos mais rápidos

“A radiologia intervencionista se distingue de outros campos de atuação por sua capacidade quase única de aliar as informações provenientes de imagem, na maior parte em tempo real, para serem usadas de forma prática, para benefício do paciente. Nesse campo, destacam-se procedimentos como embolização, quimioembolização, drenagem de abscessos, implante de stents, radioablação e obtenção de acesso venoso central para hemodiálise ou tratamento quimioterápico”, afirma Dr. Jermano Melo, Cirurgião vascular da Clínica ENDOVASC, em João Pessoa-PB.

 

Tempo de preparação

 

Em todo procedimento cirúrgico é preciso fazer uma avaliação prévia a fim de identificar situações que possam incorrer em desfechos desfavoráveis. É de se imaginar, portanto, que diversos procedimentos terapêuticos, principalmente aqueles com abordagem mais complexa (como cirurgias abdominais, torácicas ou cranianas) necessitem de extensa avaliação por parte da equipe de cirurgia, anestesiologia e, muitas vezes, cardiologia. Além disso, algumas comorbidades podem demandar avaliação do especialista da área.

 

O uso da radiologia intervencionista minimiza esse ônus, utilizando-se de técnicas minimamente invasivas, de modo a tornar todo o procedimento mais seguro e fazer com que a preparação seja abreviada e mais permissiva, tendo em vista os baixos riscos inerentes à técnica.

 

Tempo de procedimento

 

Nos tratamentos realizados com a radiologia intervencionista, o comum é que não seja necessário um amplo processo de incisão, com pequeno risco de sangramento e outras complicações, ao utilizar técnicas menos traumáticas. Pode-se fazer apenas a introdução de uma agulha ou de um cateter, sob visão e monitorização de imagem adequada ao procedimento (como ultrassonografia, angiografia ou tomografia computadorizada, por exemplo), fazendo com que alguns procedimentos ocorram de maneira muito mais segura em um tempo consideravelmente menor.