Esclerose sistêmica: o que é?

A esclerose sistêmica é uma doença rara, crônica, caracterizada por alterações degenerativas e formação de cicatrizes na pele, articulações e órgãos internos, além de anormalidades dos vasos sanguíneos. O paciente pode desenvolver inchaço e descoloração dos dedos, frieza intermitente, articulações travadas em posições permanentes e danos ao sistema gastrointestinal, pulmões, coração ou rins. As pessoas geralmente têm anticorpos característicos de uma doença autoimune e nenhum tratamento é capaz de alterar o curso da doença. Mas os sintomas e a disfunção orgânica podem ser tratados.

De acordo com o Dr. Jermano Melo, cirurgião vascular da Clínica Endovasc, em João Pessoa-PB, a esclerose sistêmica provoca um excesso de produção de colágeno e de outras proteínas em vários tecidos. A doença é quatro vezes mais comum entre mulheres e em pessoas com idade entre 20 a 50 anos. Os sintomas da esclerose sistêmica podem ocorrer como parte de doença mista do tecido conjuntivo. Sua causa é desconhecida. 

A esclerose sistêmica pode ocorrer de forma limitada, afetando apenas a pele ou certas partes dela. No entanto, a doença muitas vezes provoca dano generalizado em todo o corpo (chamado esclerose difusa ou sistêmica generalizada).