Embolização de Miomas

Mioma Uterino: tratamento minimamente invasivo!!

O fibromioma uterino, ou simplesmente “mioma uterino”, trata-se de um tumor benigno, de origem na musculatura uterina e que acomete principalmente mulheres na idade reprodutiva, isto é, na fase que menstruam e podem engravidar.

Não se sabe exatamente a causa do aparecimento do mioma, mas sabe-se que há relação com hormônios (estrógenos e progesterona) e com fatores locais do útero.

A grande maioria dos miomas são assintomáticos, ou seja, sem sintomas e o diagnóstico é feito quando a paciente realiza algum exame de imagem para investigar outras doenças. Quanto ao sintomas, os principais são: o aumento do fluxo menstrual, a dor em baixo ventre, o aumento do volume abdominal, a compressão de órgãos vizinhos como a bexiga e o intestino.

mioma está relacionado com infertilidade em 5% dos casos, mas esta relação vai depender principalmente do tamanho do mioma e da localização deste mioma dentro do útero.

O diagnóstico do mioma uterino é baseado na história clinica das pacientes, sua queixas e sintomas, associado há um exame ginecológico completo realizado por um médico capacitado. Além disto, há exames complementares úteis ao diagnóstico, que são a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética.

Uma vez diagnosticado, a paciente deve ser avaliada pelo seu médico ginecologista e discutir entre as principais formas de tratamento, que são: o tratamento clínico com medicamentos, o tratamento cirúrgico que vai desde a miomectomia (retirada do mioma) até a histerectomia (retirada de todo útero) e, uma nova forma de tratamento, que seria a embolização das artérias uterinas.

A embolização uterina é uma técnica de radiologia intervencionista, guiada através de raio-x e contraste, que consiste na injeção de partículas nas artérias que nutrem o mioma com o objetivo de eliminarem os sintomas e diminuírem estes miomas. Tal procedimento está reservado as pacientes que possuem sintomas e que não devem ser submetidas a retirada completa do útero.

A embolização é realizada através de cateterismo da artéria femoral (na virinha) e através de um cateter será injetada partículas diretamente nas artérias uterinas. Procedimento em sua maioria é realizado com paciente sedada e anestesia local, de forma segura e com poucas complicações. A taxa de sucesso é de cerca de 87%.