Cirurgia de Varize: é simples!

“Varizes são tortuosidades e dilatações que ocorrem nas veias das pernas e coxas e que não desaparecem espontaneamente. Uma vez instaladas, somente uma intervenção pode solucionar o problema, e essa intervenção geralmente é a retirada da veia (alguns casos podem ser tratados por escleroterapia – popularmente conhecida como “secagem”)”, afirma Dr. Jermano Melo, Cirurgião vascular da Clínica ENDOVASC, em João Pessoa-PB.

 

A cirurgia quase sempre significa remoção de uma ou mais veias. Essa remoção das veias, naturalmente é feita através de pequenas incisões (cortes), que geralmente variam de 1 a 3mm de extensão, dependendo do diâmetro da veia. Portanto, veias menores podem ser retiradas por “mini” incisões, já veias maiores devem ser retiradas por incisões um pouco maiores. Por isso está indicado o tratamento o mais cedo possível. E essa retirada da veia é realizada tracionando-se a veia com uma agulha de crochê (você leu corretamente, agulha de crochê, a mesma que a vovó usa para fazer as toalhas da mesa da sala), obviamente devidamente preparada e esterilizada. Essa intervenção, chamamos de flebectomia (muitas vezes chamada erroneamente de “microcirurgia”), e quanto quanto maior a quantidade de veias, maior o número de incisões.

 

Entretanto, muitas vezes a cirurgia de varizes não é suficientemente satisfatória só com as flebectomias feitas com as agulhas de crochê. Existem situações onde é necessário tratar a uma veia de maior porte, de maior diâmetro e mais extensa, chamada veia safena. Nesta situação, onde há a necessidade de intervenção na veia safena, hoje em dia existem duas possibilidades mais importantes e mais aceitas: uma cirurgia praticada para a retirada da veia safena – chamamos safenectomia e a outra a ablação térmica da safena (uma forma de cauterização física por calor da veia), que pode ser com laser ou radiofrequência.