Sintomas da Esclerose Sistêmica

O sintoma inicial mais comum de esclerose sistêmica é o inchaço, seguido pelo espessamento e endurecimento da pele nas extremidades dos dedos. Também é comum o fenômeno de Raynaud, em que os dedos, repentina e temporariamente, tornam-se muito pálidos e apresentam formigamento e/ou dor em resposta ao frio ou ao estresse emocional.

De acordo com o Dr. Jermano Melo, cirurgião vascular da Clínica Endovasc, em João Pessoa-PB, é comum o paciente apresentar azia, dificuldade para engolir e falta de ar. Dores nas articulações muitas vezes acompanham os primeiros sintomas. 

A esclerose sistêmica pode danificar grandes áreas da pele ou apenas os dedos (esclerodactilia). A pele se torna mais tensa, brilhante e escura do que o habitual. A pele do rosto fica esticada, resultando, às vezes, na incapacidade de alterar expressões faciais. 

Em determinados casos, um som irritante pode ser sentido ou ouvido, visto que os tecidos inflamados se movem uns sobre os outros, especialmente sob os joelhos e nos cotovelos e pulsos. Os dedos, pulsos e cotovelos podem ficar travados (formando uma contratura) em posições flexionadas devido à formação de cicatrizes na pele.

Doenças renais graves podem resultar da esclerose sistêmica. O primeiro sintoma de lesão renal pode ser um aumento abrupto e progressivo da pressão arterial. A hipertensão arterial é um mau sinal, embora o tratamento geralmente consiga mantê-la sob controle.