Como diagnosticar e tratar Esclerose Sistêmica?

O médico suspeita de esclerose sistêmica em pessoas que têm o fenômeno de Raynaud, alterações articulares e cutâneas típicas ou problemas gastrointestinais, pulmonares e cardíacos que não podem ser explicados de outra forma. O médico diagnostica a esclerose sistêmica pelas alterações características na pele, resultados de exames de sangue e a presença de lesão em órgãos internos. 

Realizar apenas testes laboratoriais não é suficiente para identificar a esclerose sistêmica, pois seus resultados, assim como os sintomas, variam muito. No entanto, anticorpos antinucleares estão presentes no sangue de mais de 90% das pessoas com esclerose sistêmica. 

Conforme explica o Dr. Jermano Melo, cirurgião vascular da Clínica Endovasc, em João Pessoa-PB, os médicos podem fazer testes de função pulmonar, tomografia computadorizada (TC) torácica e ecocardiograma, às vezes periodicamente, para detectar problemas cardíacos e pulmonares.

Nenhum medicamento pode parar a progressão da esclerose sistêmica. No entanto, os medicamentos podem aliviar alguns sintomas e reduzir lesões em órgãos. As pessoas devem agasalhar-se, usar luvas e manter sua cabeça aquecida. Fisioterapia e exercícios podem ajudar a manter a força muscular, mas não podem evitar totalmente que as articulações fiquem travadas em contraturas.