Aneurisma de Aorta

O que é?

Aneurisma é uma dilatação localizada na parede de um vaso sanguíneo. Os aneurismas podem se formar em qualquer artéria do corpo. Sendo mais comum se desenvolverem na aorta, a maior artéria do corpo. Eles podem afetar a aorta tanto na sua parte torácica, quanto abdominal (mais comum)

A aorta abdominal apresenta um diâmetro normal de aproximadamente 2 cm. A artéria é considerada aneurismática quando apresenta um diâmetro de 1,5 a 2 vezes o diâmetro normal.

Aneurisma de Aorta é uma doença potencialmente fatal. Pode causar ruptura da aorta, resultando em hemorragia interna severa, estado de choque e morte. É a terceira causa de morte súbita em homens acima dos 60 anos nos Estados Unidos. No entanto, é uma doença facilmente detectada e apresenta tratamento com excelentes resultados.

Causas

A principal causa de aneurisma é a aterosclerose. Esta é uma forma de envelhecimento das artérias, com depósito de placas de ateroma (gordura) na parede do vaso, podendo causar obstrução ou dilatação.

No caso da dilatação (aneurisma) há um enfraquecimento da parede do vaso e, com o tempo, dilatação deste segmento. O processo de aterosclerose é lento e pode afetar várias artérias do corpo. Além de causas genéticas os outros fatores de riscos são:
– Fumo;
– Pressão alta;
– Dieta com muita gordur

Existem também doenças genéticas como Síndrome de Marfan, onde há um enfraquecimento geral da parede da aorta, mas estes aneurismas em geral se localizam na saída do coração (aorta torácica ascendente) com envolvimento da válvula aórtica.

A idade desempenha um importante papel no desenvolvimento dos aneurismas, principalmente acima de 60 anos e no sexo masculino. Cerca de 5% dos homens com mais de 60 anos desenvolverão aneurismas de aorta.

Em pessoas de alto risco um “check up” vascular com ecografia abdominal deve ser realizado.

Diagnóstico

Pessoas que têm aneurisma da aorta abdominal ou torácica geralmente não apresentam sintomas até que o aneurisma rompa ou esteja prestes a romper. Mais da metade dos pacientes com AAA não apresentam sintomas. Algumas vezes a pessoa tem a sensação de que o seu coração está muito grande ou refere uma pulsação abdominal. Dores lombares e sensação de peso abaixo das costelas podem ser sugestivos de aneurisma. Muitas pessoas portadoras de aneurisma da aorta têm hipertensão arterial associada

A ruptura do aneurisma causa repentina e severa dor nas costas, dor abdominal e/ou torácica e uma diminuição da pressão sanguínea, levando ao choque. Algumas pessoas morrem em poucos minutos. Nestes casos o tratamento cirúrgico imediato é essencial.

Os aneurismas são usualmente diagnosticados em pessoas com idade entre 50 e 60 anos. Um aneurisma pode ser detectado pela primeira vez durante um exame físico de rotina, por raio X ou ultra-sonografia abdominal realizada para investigar outros sintomas, durante um check-up, ou quando a pessoa está hospitalizada por algum outro problema. Para confirmar o diagnóstico, um exame físico completo e exames de imagem são necessários.

A ultra-sonografia abdominal é o exame mais utilizado para o diagnóstico do AAA. É rápido, indolor, eficaz e de baixo custo. A angiotomografia computadorizada é o exame de escolha para confirmar as medidas do aneurisma e também permite a identificação de doenças associadas. Angiorressonância magnética e arteriografia (aortografia) também podem diagnosticar aneurismas.

Tratamento

O fator mais importante a ser considerado em um AAA é o seu diâmetro. O tratamento pode requerer mudanças no estilo de vida, como melhora no padrão alimentar e controle da pressão arterial. Caso o diâmetro exceda os parâmetros aceitáveis, uma cirurgia pode ser indicada. Esta pode ser através de uma cirurgia aberta ou através de uma cirurgia endovascular, minimamente invasiva, com o implante de um tipo de stent, chamada endoprótese. Somente o cirurgião vascular treinado em técnicas endovasculares pode oferecer os dois tipos de cirurgia e saber qual é a mais indicada a cada caso.

– Cirurgia Convencional

Apresenta-se como uma das duas principais formas de tratamento dos aneurismas de aorta. Nesta técnica tradicional há a necessidade de abertura do tórax ou abdome, interrupção temporária do fluxo de sangue neste segmento da aorta para que a porção dilatada possa ser substituída por uma prótese de tecido que é suturada (costurada) no local. Há necessidade de anestesia geral e como o procedimento é de grande porte, o intestino fica paralisado por alguns dias, a recuperação é mais lenta e o tempo de internação maior.

– Cirurgia Endovascular

Mostra-se como uma das duas principais formas de tratamento dos aneurismas de aorta. Algumas equipes de grandes centros estão utilizando esta técnica, também chamada de implante de endoprótese, para o tratamento dos aneurismas de aorta torácica e aorta abdominal.

O reparo endovascular é relativamente novo. O primeiro procedimento no mundo foi feito em 1991. Desde então o número de procedimentos não para de crescer e os materiais disponíveis estão cada vez mais sendo aperfeiçoados. Neste procedimento, ao invés de incisões grandes no tórax ou abdome são feitas pequenas incisões de 3 a 4 cm na região da virilha para se ter acesso às artérias femorais. Através destas pequenas incisões uma endoprótese é inserida por um catéter pela artéria femoral até o local do aneurisma, onde é liberada.

Quais os cuidados do pré e pós-operatório?

Os pacientes que são submetidos ao tratamento endovascular, geralmente ficam em observação no hospital de 2 a 3 dias, logo no primeiro dia de pós-operatório o paciente pode começar a ingerir alimentos e pode ser estimulado a caminhar. Quando o paciente receber alta ele não poderá dirigir até que seu médico permita. Existem alguns casos que o paciente é orientado a não pegar peso por aproximadamente de 4 a 6 semanas. Já a consulta pós-operatório acontece entre 7 a 10 dias.

O acompanhamento do paciente depois do pós-operatório é de extrema importância no tratamento endovascular. Geralmente o paciente é submetido a novos testes de 1 a 6 meses após o procedimento, para testificar que a endoprótese está em pleno funcionamento. Logo após o primeiro ano pós-operatório o acompanhamento passa então a ser definidos de acordo com os sintomas presentes no paciente.

Consulte sempre um médico especializado e da sua confiança, ele indicará o melhor tratamento para seu caso.